Quem fiscaliza o poder quando ele está do nosso lado?
Publicações · Ensaio brasileiro
Em atendimento aos pedidos insistentes de grande parte de seus quase 100 mil seguidores, Julio Benchimol Pinto escreveu A República, a Sinagoga e o Algoritmo, agora disponível em edição Kindle.
Uma corte pode proteger o país de uma ruptura e, no dia seguinte, proferir uma decisão que merece crítica. Para o advogado e cientista social Julio Benchimol Pinto, sustentar as duas afirmações é um exercício de coerência. Em “A Constituição também vale para quem a interpreta”, ele se detém justamente no que acontece depois que termina a defesa pública de uma instituição: quem cobra razões, quem responde e qual regra permanece de pé quando muda o ocupante do cargo?
Essa é uma das portas de entrada para o livro. Outra se abre na tela do celular. Uma decisão de tribunal costuma vir acompanhada de uma assinatura; já a escolha que faz uma notícia chegar a milhares de pessoas e outra desaparecer quase nunca se apresenta ao leitor como decisão. Em “Plataformas, IA e poder sem sujeito”, o autor muda o endereço da pergunta pelo poder: sai do gabinete e chega ao sistema que organiza o nosso dia.
Há ainda uma porta de casa. Ao escrever sobre Israel e Palestina, Julio examina como a memória judaica convive com a responsabilidade de reconhecer a dor de outras famílias. No último capítulo, uma fotografia que seu avô dedicou à irmã em 1916 e um passeio com os netos no Lago do Robertinho dão à palavra futuro uma medida que não cabe numa pesquisa de opinião.
São 24 capítulos em seis partes. Para quem chega pelo Direito, o autor oferece um tribunal; para quem chega pela tecnologia, a engrenagem de um feed. Para quem prefere entrar por uma história, a sugestão é começar pelo fim: “O futuro tem rosto”.
A República, a Sinagoga e o Algoritmo
Democracia, Direito, judaísmo e o Brasil em transe
Julio Benchimol Pinto · Edição Kindle em português
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